As pessoas caminham em corpos vazios
Enquanto o cheiro de querosene espalha-se no ar
Levando os sorrisos, as lágrimas, as almas.
Mil fatos em obsolescências
Olhos de vidro; paginas em branco...
A Violência, naturalmente, é televisionada
E são os livros que viram indecência.
O menino prevê mais um espetáculo
No brilho das folhas, na fogueira
Queimando feito brasa
Em Fahrenheit 451.
Mas há alguma coisa de errado
Gemidos e gritos em meios aos livros
Que vivem e morrem queimados
Dentro de cada leitor apaixonado
Como à senhora que queima junto a eles
Filosofias, romances, nem contos
Nada mais faz sentido
Entre as cinzas de sua combustão
Flamejam em nome da lei.
O peso de suas banalidades
Expressadas superficialmente
Em nome de tudo que é princípio
Ardem mais homens na guerra
Do que livros nas lareiras.
Para que eles não morram em si
Leiam! Para que se torne parte deles
Então recite-os
Recite-se.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Teleologia
O presente obsoleto
Com os resquícios do passado
Já não nos serve mais
Todo principio tem seu fim
Nem mesmo guardado pelo destino
Mas nas praticas e lutas diárias
Dos braços que constroem a realidade
Pelo suor, pelo sangue, pela dor
No movimento dinâmico da vida
Renasce em nossos imos
O desejo pela mudança
Pois na essência de um sonhador
É onde brota suas utopias
E no sofrimento do seu amor
Por uma humanidade explorada
Lançamos a necessidade
De um dia transformá-la.
Com os resquícios do passado
Já não nos serve mais
Todo principio tem seu fim
Nem mesmo guardado pelo destino
Mas nas praticas e lutas diárias
Dos braços que constroem a realidade
Pelo suor, pelo sangue, pela dor
No movimento dinâmico da vida
Renasce em nossos imos
O desejo pela mudança
Pois na essência de um sonhador
É onde brota suas utopias
E no sofrimento do seu amor
Por uma humanidade explorada
Lançamos a necessidade
De um dia transformá-la.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Percepções
Desvairado por completo
Não me compreendo por inteiro
Entre os fragmentos
De forjadas acepções.
Mergulhamos em nossas sinas
Sufocando a consciência
Que esvai-se em fluidos
Esguicham em afluência.
Encontro-me em Todos os gestos
Sem meias palavras
Nem outros meios
Que me limite à sanidade.
Nem pelas pegadas que deixei
No mapa da minha sola
Que caminha em desatino
Em desafio
Entre sombras e escombros
Que estive de passagem.
Não me compreendo por inteiro
Entre os fragmentos
De forjadas acepções.
Mergulhamos em nossas sinas
Sufocando a consciência
Que esvai-se em fluidos
Esguicham em afluência.
Encontro-me em Todos os gestos
Sem meias palavras
Nem outros meios
Que me limite à sanidade.
Nem pelas pegadas que deixei
No mapa da minha sola
Que caminha em desatino
Em desafio
Entre sombras e escombros
Que estive de passagem.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Domínio do Ego
Encobre-se sob os lençóis
Tateando objetos no escuro
No fastígio do seu ego
Não vê nada além de si
Passando por cima dos que deitam no chão
Pisando em cabeças e braços
Para manter as vaidades e arrogâncias
Que precisa alimentar
Se nega a perceber
Que não existe amor na posse
A não ser uma ilusão
De um egoísmo compartilhado
“Do seu...”
“Do meu...”
Mas nunca do nosso.
Tateando objetos no escuro
No fastígio do seu ego
Não vê nada além de si
Passando por cima dos que deitam no chão
Pisando em cabeças e braços
Para manter as vaidades e arrogâncias
Que precisa alimentar
Se nega a perceber
Que não existe amor na posse
A não ser uma ilusão
De um egoísmo compartilhado
“Do seu...”
“Do meu...”
Mas nunca do nosso.
domingo, 1 de setembro de 2013
Como Outra Rosa Qualquer
Ê... Chegou provocando assobios!
Boquiaberto a vejo passar
Depois de horas a fio
Recostado como em um divã
Confessando meus delírios de amor
Para mais um amigo ou desconhecido
Que já conhece de trás para frente
Os elogios que me posso recordar
Pena que não a posso colher
Como outra rosa qualquer...
Pena que não posso cheirar-la
Como outra rosa qualquer...
Abafo ensejos em admirá-la
Torturando-me em seus espinhos
Por não aspirar da sua reciprocidade
E não desfrutar dos teus carinhos.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Medidas de Vento
O tempo são medidas
Variáveis ao vento
Levando contigo as palavras
Que já não dizem mais nada
Medidos em ponteiros
Acertados pelos momentos
Sem competir pela sanidade
O poder de lhe julgar
O mesmo que voa e se arrasta
Entre a doce alucinação
E amarga realidade
Por desventura do destino
Não destina o próprio tempo.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Amarrados Pelas Classes
Estamos presos as amarras
Que nos separam pelo ter
Mediante ao poder
Dos colarinhos com gravatas
Castigados pela ilusão
Que o privado também é nosso;
Ofuscados pela exploração
Acreditamos: “tudo posso!”
O espectro que rondava
E que ontem ainda mais valia
Absolutamente nada
Para os braços que trabalhavam
Mas continua a se reproduzir...
Que nos livremos da alucinação
Da livre escolha de consumir
Pelas amarras que nos prendem
As nossas classes de possibilidades.
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